Raios, não é a Dilma!

Congresso

Com tantas manifestações de opiniões das mais variadas vertentes, vou transmitir a minha também.

O Brasil é composto por três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) em três esferas (Federal, Estadual e Municipal). Ok, todo mundo sabe isso, ou deveria saber.

Para mim, o grande vilão, se é que se pode chamar assim (para não escrever merecidos palavrões) é o Poder Legislativo, e vou tentar explicar:

A quantidade de deputados e vereadores no Brasil é desproporcional com outras nações.

Só para dar um exemplo: os Estados Unidos (com 50 Estados) tem 529 Deputados Federais para uma população aproximada de 320 milhões de pessoas, o que dá uma média (conta burra, eu sei) de 1 deputado para cada 610 mil habitantes. No Brasil (com quase metade das unidades federativas em relação aos EUA), são 513 deputados para uma população de  200 milhões, o que resulta num número 1 deputado para cada 380 mil habitantes.

Se os EUA forem o exemplo a ser seguido, para chegar em 1 deputado para cada 600 mil habitantes, deveriam ter 333 deputados federais no Brasil, ou seja, uma redução de 35% no número de representantes, algo que se aplicaria também às casas legislativas estaduais e municipais.

A Constituição Federal limita o número mínimo e máximo de vereadores, deputados estudais e federais, portanto, é possível sim reduzir o número desses representantes, o que daria fôlego financeiro para resolver outros problemas.

Com tanto cargo, o Poder Legislativo é literalmente a casa da mãe Joana, estimulando o maior cabide de empregos do país. Só para se ter uma ideia, cada Deputado Federal pode contratar 25 assessores.  Pra que tanta gente?

No que isso resulta: troca de favores. O candidato eleito fica amarrado aos investidores de suas campanhas, tendo que agraciá-los com milhares de cargos de confiança (os não-concursados), isso sem contar as obscuras licitações.

O fato é que há muita gente para “representar” o povo, sendo que as recentes manifestações são claras: não há eficiência em tal representação visto que estão todos indignados, revoltados, com o descaso com a sociedade.

Essa quantidade absurda de cargos estimula outro grave e vergonhoso problema do Brasil: oportunidade para “Candidatos Fantoche”. Sim, são aqueles pseudo-famosos que iniciam a vida política numa lucrativa troca: o famosinho oferece sua “notoriedade”, enquanto o Partido Político explorará o tráfico de influência em votações no plenário, além dos generosos salários dos cargos de confiança.

Assim, Dep. Tiririca, Dep. Popó, Vereador Marquito, Agnaldo Timóteo, e outras aberrações políticas assumem cargos no Legislativo sem qualquer conhecimento e pior: sem qualquer motivação social para querer desenvolver o país.

Se tivermos um Poder Legislativo mais enxuto, além da diminuição dos gastos em salários, ocorrerão outros impactos fundamentais: haverá maior peso nas decisões dos parlamentares e, o primordial para hoje: as pautas serão mais rápidas, decisões mais rápidas, aprovações de reformas mais rápidas, etc.

Raios, não é a Dilma! (nem Lula, nem FHC). É o Poder Legislativo que ferra o país. O Executivo tem enormes responsabilidades, é outro lugar inchado com muita gente que não deveria estar lá, mas ele não é o maior problema para a situação catastrófica que o Brasil.

Está no Legislativo o maior buraco negro da política. Está lá o maior número de traidores de ideologias sociais, onde adoram pular de galho, mudar de partido por interesses financeiros e, por mesquinharia política, travam todo o sistema deixando de aprovar as reformas necessárias.

E se tudo fica travado, qual é o primeiro que tem o c* na reta?  O Presidente. É contra ele que a população vai se revoltar de início, mal sabendo que o Poder Executivo não decide nada sozinho. Relembre, são 3 poderes em “mãos” distintas.

Isso aqui não é uma Ditadura!!! E espero que não se transforme, apesar da intenção de muitos que estiveram nas passeatas pregando discursos de extrema direita que incluía até Golpe de Estado.

O presidente é eleito por maioria de votos. É um claro exemplo de respeito à democracia, observando o interesse da maioria da população. Diferentemente do Legislativo, com tantas regras de eleição ultrapassadas e protecionistas.

Eu sou muito favorável na redução do número de parlamentares nas três esferas em pelo menos 25%. Sou completamente favorável em cortar todos os auxílios que os parlamentares desfrutam. Sou a favor de todos os parlamentares serem obrigados a bater cartão e cumprirem metas. Não cumprindo, que seja demitido, assumindo o não-eleito com maior votação.

Sou favorável também em proibir candidatos muito votados possam eleger outros da mesma legenda que tiveram poucos votos. Enéas fez muito isso, Tiririca fez, Clodovil e tantos outros, dando cargos políticos para pessoas com pouquíssimos votos. Oras, com poucos votos, fica claro que o eleito não tem representatividade com o povo.

O país está em crise, e é preciso cortar gastos. Dinheiro há, e há muito, o que falta é direcionar para as necessidades, e devendo cortar gastos com tanto político que não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento do país.

É assim em qualquer momento de crise em empresas ou na própria casa de cada um.  Se a coisa vai mal, diminuir gastos é fundamental. Corte de empregos nas empresas infelizmente é natural e, quando atinge a própria casa, corta a tv por assinatura, deixa de ir ao cinema, deixa de comprar pizza às 4as., cortando assim o supérfluo.

Pelo que eles fazem hoje, considero uns 200 deputados federais, no mínimo, supérfluos à sociedade.

É preciso limpar, mas respeitando a democracia e o pluripartidarismo que temos hoje.

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One Response to Raios, não é a Dilma!

  1. Patricia disse:

    Eu concordo com você, Márcio, mas acho que não é só isso. Não posso argumentar muito porque não sou uma pessoa politizada, não gosto, nem me interesso. Eu só posso falar do que vejo por aí, e que me deixa revoltada. Isso que você disse está certo, não precisaria de tanta gente, é verdade, ganhando salário e tantos benefícios. Mas além disso, a Dilma, ou sei lá quem que toma as decisões, gastou uma fábula para ir visitar o papa, só para citar um exemplo. Estão gastando todos esse bilhões por conta da copa do mundo, colocando assentos estofados nos estádios. Tudo bem, maravilha, se em tudo o mais a coisa estivesse funcionando. Mas sei lá, tem gente morrendo de fome, o atendimento de saúde é uma vergonha (eu mesma conheço uma pessoa que recentemente ficou bastante doente, e se os patrões não tivessem pago médico particular, exames, remédios etc, ela estaria condenada, coitada). Enfim, tá tudo errado. Isso que você apontou é uma das questões, sem dúvida, mas eu acho que tem muito mais. Acho que tá precisando de reforma e faxina geral, só não sei se é viável isso acontecer… Vamos aguardar e torcer! Bjs!!

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