Direito de Não Votar

15/08/2012

Eu não votei em três eleições. Morava no exterior e essa foi minha justificativa quando, ao ir no cartório eleitoral, pagava uma multa (a última foi de sete reais) para estar quite com o sistema.

Eu não votei e fui obrigado a justificar minha ausência, então pergunto: o que é democracia?

É dar poder aos cidadãos de decidir o futuro político de um Estado com o voto? Sim, pode ser, sendo assim, eu tenho direito de decidir o que vou fazer com meu voto, correto? E se minha decisão é não querer decidir?

Democracia é obrigar alguém que faltou ao dever cívico de votar e, mais que isso, ser multado? Do contrário, se eu ainda resistir, poderei ter meu CPF cancelado e não vou poder tirar outros documentos, como passaporte. Que democracia é esta? Isso está mais para ditadura!

Se eu tenho que justificar perante o sistema eleitoral minha decisão de não votar, por que as pessoas que votam sem pensar não são obrigadas a justificar em quem votou?  E se nenhum candidato me convenceu, por que eu sou obrigado a ir na Zona Eleitoral anular meu voto, sob pena de multa?

O povo está preocupado com a Carminha e a Nina, e estão cagando para o que se passa em Brasília. E não vale dizer que é o povão desorientado sem escola que decide o futuro do país, basta ver o que as desocupadas do Iguatemi pensam sobre o Mensalão.

CPMI do Cachoeira? Eu não quero saber de Cachoeira, eu nunca jogo no Bicho, prefiro dar parte do meu dinheiro para a Caixa Econômica Federal nas lotéricas, afinal, todo jogo é ilegal, menos o que o governo faz. Lotofácil, Megasena, Dupla, Lotomania, esses você pode jogar e arriscar sua sorte, mas se o cidadão quer menos concorrência, o Bingo é ilegal, Jogo do Bicho é ilegal, Caça-níquel de boteco é ilegal, então vai ter que infringir as regras.

Eu quero tchú e tchá e estou puto que o Brasil pipocou contra o México. Eu não quero saber do resultado da qualidade do ensino brasileiro, eu só quero saber quando o idiota do Jorginho vai descobrir quem é o seu pai, e isso me dá agonia.

A má distribuição de renda não dá agonia, saber que brasileiros tem mais de U$ 500 bilhões depositados em paraísos fiscais não dá agonia.

Frustração vai ser ver o Mc Catra e o Latino cantando na abertura das Olimpíadas do Rio. Isso sim vai ser decepcionante. O superfaturamento das obras não é decepcionante, aliás, é até esperado, tanto que esse tipo de papo, no bar, com meus amigos, não dura muito tempo, e o assunto acaba voltando para o futebol. Então resta abrir mais uma Original e depois sair dirigindo.

Eu fico indignado com o preço de 50 reais o cinema no Cidade Jardim, ou com os 20 reais de estacionamento na Vila Madalena, agora o garoto de 10 anos de idade fazendo malabarismo no semáforo com 3 limões às 11 da noite, isso não causa indignação, basta fingir que não vê.

É só desviar a atenção para a novela e fingir que não vê.

É só fingir acreditar que o voto obrigatório é bom para o Brasil.

É só fingir mostrar interesse pelo que está acontecendo no país.

Ao invés de fingir tudo isso, por que não assumir de vez?

Assumir que novela, futebol, bundas do pânico, fofoca de famosos, etc., são assuntos melhores do que os reflexos daquilo que você fez com seu voto. Que tal exigir uma plena democracia? Que tal lutar pelo voto facultativo, sem imposições de multas para quem não for votar?

Assim só irão para as urnas aqueles que estão mesmo afim de votar, e daí não precisa falar “ai que saco, eu ia viajar”, ou “pouts, poderia estar na praia”, ou “acordei de ressaca e que merda ir para aquela escola votar”, “vou perder o domingo votando”.

Não perca seu dia, caro eleitor! Se quiser votar, que vote de forma consciente. Do contrário, vá fazer o que você tiver vontade de fazer, afinal, democracia é poder decidir o futuro, inclusive recusar esta decisão.

Marcio Vieira


Síndrome do Pavão

13/08/2012

Pavão! Um bicho engraçado, bonitão, todo penoso, reluzente, imponente, mas tudo isso quando está com as asas abertas para se mostrar para acasalamento. Abrem-se, então, as asas numa disputa matrimonial e aquele que aparentar ser o bonitão tirará a sorte grande.

Tem um monte de pavão na sociedade. Cada dia mais, a maioria circula na classe média. Muita gente se importa mais com a imagem do que com o que é, e o custo da imagem pode ser caro para quem não tem condição de bancar aparência, ou melhor, o status.

Busquei no Aurélio o significado dessa palavrinha: 1. Situação, estado ou condição de alguém ou algo, esp. perante a opinião das pessoas ou em função do grupo ou categoria em que é classificado. 2. O grau de distinção ou prestígio, ou situação hierárquica de um indivíduo perante demais membros do seu grupo social.

Status é, possivelmente, a palavra central que desencadeia os maiores problemas que o ser humano acha que tem. É tão forte que é capaz de inverter o fluxo natural dos pensamentos: ao invés de ser de dentro para fora, o indivíduo só se preocupa com que vem de fora.

É dar mais atenção à reputação, ao que se enxerga, e isso pode causar muitos danos pois é por causa de priorizar o status que muita gente já se endividou, já quebrou a cara, a cabeça, o coração, e continua fazendo isso sem imaginar que faz, investindo em demonstrar, ao invés de investir em ser.

Só que este, parece, ser um caminho sem volta, visto que cada dia que passa estamos mais expostos ao mundo: é no celular, no Facebook, Twitter, Linkedin, escrever baboseiras em blogs como este, etc., tudo isso faz você estar cada vez mais conectado com pessoas e, nessas horas, ter boa aparência é importante.  Eu escrevi importante, não fundamental.

O que você aparenta pode fazer com que você entre num grupo de indivíduos que se assemelham com seu perfil, mas o que você realmente É determinará o tempo que você permanecerá em tal grupo.

Se o colorido das suas penas de pavão é tão importante, você vai se endividar para ter um carro mais novo (sendo que o velho satisfazia suas necessidades de deslocamento), você vai comprar um celular mega tecnológico (para entrar no Facebook e publicar fotos do Instagram, não mais que isso), entre outras atitudes pouco racionais.

É por isso que tem tanta superficialidade no Brasil, e muitas marcas internacionais exploram da ingenuidade egocêntrica dos brasileiros que supervalorizam produtos que vêm de fora, inflacionando o mercado. É assim com carros, roupas de grife, mercado de alto luxo, no geral.

Resumindo, enquanto tiver trouxa portadores da Síndrome de Pavão que pagam o que for, incluindo ágio, para ter só por questão de aparência e status, o Brasil continuará a ser um dos países mais caros do mundo em bens de consumo, e tal reputação tem efeito dominó: começa lá na Classe A+ que influencia A, esta influencia a B+, que mostra para a B, B- e assim por diante.

A diferença é que a Classe A+ paga à vista pelo consumo, enquanto a média vai se enfiar em dívidas para, muitas vezes, influenciada pela futilidade da maioria da elite social, para ter o mesmo produto sinônimo de status. Indo pro final desse dominó, lá na Classe C, o mais pobre vai comprar a versão falsificada daquilo ou, mais grave ainda, roubar.

E cada vez mais, infelizmente, a Classe A+ tem demonstrado muita futilidade, soberba, ignorância e preconceito, então é preciso tomar uma dose extra de atenção sobre tais “tendências” de consumo.

É preciso saber separar na vida o que é importante daquilo que é fundamental, e muita gente coloca a imagem como fundamental. Não é fundamental, e em se tratando de um país com uma educação limitadíssima, os estragos sociais dessa mudança de valores são catastróficos, onde existe exemplos de pessoas que colocam mais de 50% do valor do imóvel que reside em um automóvel que, por sinal, está no Brasil a maior margem lucro das montadoras de carros do mundo.

Tem famílias de classe média que gastam mais de 150 mil reais para dois automóveis e vivem num apartamento que vale 300 mil. Na Europa e EUA, por exemplo, o gasto em automóvel raramente passa de 10% do valor do imóvel. As prioridades estão distorcidas, definitivamente, por causa de dar atenção à reputação.

Tudo isso fez do Brasil o líder de juros em cartão de crédito e paraíso para banqueiros. Cada dia esticam mais o tempo para se pagar e isso aumenta o risco de inadimplência, então a medida é aumentar o juros, consequentemente o preço final do produto e, quando se trata de produto que o exuberante Pavão gosta de se exibir, o lado emocional atrapalha a razão.

Se as pessoas começarem a buscar dentro de si o que se precisa para ser feliz, perceberão que muito do que têm e muito do que fizeram na vida foi influenciado pelo ambiente externo, o que se viu, e às vezes todo aquele esforço era desnecessário porque não era tão importante. Grandes esforços são necessários na vida, e deve-se escolher realmente no que vale a pena se endividar momentaneamente, e quais sacrifícios são válidos.

Não precisa ser um pavão todo plumoso para demonstrar ser alguém. Aparência tem prazo de validade.

Marcio Vieira


Lições coreanas ao Brasil

06/08/2012

Estão na metade os Jogos Olímpicos de Londres, mas já dá para antecipar algumas conclusões. E o que mais destaca aos olhos é o desempenho da Coreia do Sul, disputando com os principais países as melhores posições no quadro de medalhas, e cabe, aqui, uma pequena comparação com o desempenho brasileiro.

A Coreia do Sul é um pequeno país de 100 mil km(o equivalente à Santa Catarina, 40% do estado de São Paulo, ou, ainda, 1,5% do território brasileiro), e possui 49 milhões de habitantes, enquanto o Brasil tem seus 8.500.000 Km2 com quase 200 milhões de habitantes.

O ponto de partida desta comparação entre as duas nações tem quase seis décadas, e os rumos que cada país fez a partir de então. Em 1953, a Guerra da Coreia (1950-53) terminara com cerca de 3 milhões de mortos, uma terra completamente devastada separada entre dois países com regimes políticos completamente distintos.

Por aqui, há 60 anos, era a segunda passagem de Getúlio Vargas na presidência do Brasil, e iniciava, neste período, o Plano de Metas (intitulado como 50 anos em 5), acelerando e economia brasileira que, se por um lado desencadeou um enorme endividamento, do outro foi o início de um dos maiores crescimentos econômicos registrados no mundo durante as décadas de 50, 60 e 70.

Enfim, o Brasil se apresentava como eternizada expressão “nação do futuro”, enquanto a Coreia do Sul só via um caminho para ser reconstruída: investir na educação. E foi o que os asitáticos fizeram, e muito bem feito.

A única forma de produzir riqueza à uma nação é investir maciçamente em educação. O Brasil, rico em recursos naturais, sempre extraiu suas riquezas do solo, sem demonstrar interesse em formar uma educação de qualidade, o que, com o passar das décadas, os resultados em medalhas numa olimpíadas transparecem a política social que cada país conquistou: segundo a ONU, é a Coreia do Sul o país com maior carga de estudos até os 25 anos de idade no mundo.

Os frutos desse investimento estão em todas as principais áreas que formam uma cadeia industrial grande e sustentável, as quais cito apenas duas, resumidamente:

1. Setor automotivo: a Coreia do Sul tem como principais marcas a Kia Motors e Hyundai (mesmo grupo econômico), além da SsangYoung, da Samsung Motors (Grupo Renault) e Daewoo (Grupo Chevrolet) que produziram, juntas, aproximadamente 8 milhões de veículos em 2011. Pergunto: qual marca genuinamente brasileira de veículos há? Existiu a Gurgel até o início dos anos 90 e, depois disso, a maior marca brasileira é a Troller (hoje pertencente à Ford) que produziu ano passado cerca de 1.300 veículos, o que equivale à 0,015% do que a Coreia do Sul fez no mesmo período. Repito: 0,015%

A indústria de automóveis brasileira está, há anos, nas mãos de grandes grupos internacionais que, além de produzir carros com péssima segurança e qualidade no Brasil, têm, neste mercado, seu maior lucro mundial. Só em 2011, remeteram às matrizes europeias, americanas e japonesas mais de cinco bilhões de dólares obtidos no Brasil. Ou seja, continua a riqueza sendo extraída no Brasil e aplicada no exterior.

2. Outro setor, de tecnologia: enquanto o Brasil tem as medianas Itautec e Positivo para informática, e CCE para televisores como principais marcas brasileiras, todas com baixo índice de nacionalização dos componentes, sobrevivendo, praticamente, como montadoras de produtos eletrônicos, os sul-coreanos têm Samsung,  que tem um faturamento anual equivalente ao PIB da Argentina, além de outra gigante global do setor, a LG, empresas, inclusive, com mais de dez mil funcionários só nas fábricas e escritórios que possuem no Brasil.

Esses dois exemplos, automotivo e tecnológico, foram construídos do zero, porque o governo coreano se propôs a criar riquezas a partir da capacitação de seus habitantes. É demorado, é preciso ter paciência pois são pelo menos 25 anos, o tempo de uma geração acadêmica, o período mínimo para o investimento profissional colher seus primeiros frutos.

Basta lembrar os primeiros carros importados da Coreia do Sul, a partir da abertura das importações (199o). Além do preconceito por vir da Coreia do Sul, eram produtos de qualidade duvidosa, mas bem superiores às carroças de Collor. Porém, vinte anos depois, novos profissionais, com mais ensino e mais qualificados que os primeiros, desenvolveram a indústria coreana, tanto que hoje são carros de ótima qualidade por preços competitivos, precisando, inclusive, o governo brasileiro criar mecanismos tributários emergenciais de proteção à indústria brasileira para controlar as importações com a desculpa de proteger o caríssimo trabalhador brasileiro.

Na esfera esportiva, viajaram para Londres 258 atletas brasileiros enquanto a Coreia do Sul enviou 245 atletas, praticamente o mesmo número, só que a competência técnica do sul coreano é infinitamente superior à do brasileiro que se mostra no quadro de medalhas. Isso se deve à um investimento de cinquenta anos em educação, algo que o Brasil não fez pois ficou limitado à extrair recursos ao invés de produzir novas riquezas.

Enquanto os coreanos investem no ser humano para, a partir daí, ele ter qualificações para crescer social e economicamente, o Brasil continua enxergando na contra-mão ao dizer que investe no esporte para tirar pessoas da marginalidade. Com este pensamento engessado do governo brasileiro há décadas, o Brasil sempre remediará uma situação e nunca vai combater a causa do problema. O barco está furado, e o governo brasileiro tira água com a caneca ao invés de consertar o furo, assim se pode resumir.

Atletas brasileiros brotam, surgem ao acaso e as medalhas olímpicas mascaram o descaso social existente. Culturalmente falando, o atleta brasileiro está muito despreparado. Psicologicamente, o precipício é ainda maior porque os atletas brasileiros não sabem lidar com pressão, onde a própria população brasileira encara a derrota como fracasso. Outras nações recuperam o ser humano na derrota, motivando o atleta para o próximo desafio.

A Coreia do Sul entrou na sua terceira geração acadêmica altamente capacitada, o pequeno país asiático vai continuar crescendo, construindo novas tecnologias rentáveis, qualificando seres humanos para nas mais diversificadas profissões, inclusive a de atleta, enquanto resta ao Brasil torcer para cair do céu novos Pelés, Scheidts e Cielos, para cegar mais a população, fingindo que o país é um celeiro de craques.

Marcio Vieira


Síndrome de Datena

02/08/2012

Isso vai dar errado! Mas que porcaria de vida! Ô desgraça! Quanto azar, meu Deus!

Se sua mente se prende mais do que devia ao que é ruim, às situações adversas ou seja lá qualquer coisa que for longe de ser agradável, você pode pode ter contraído a Síndrome de Datena.

A doença pertencente a família dos Tragedius Negativus Mondocanis atinge, de forma silenciosa, milhões de pessoas pelo mundo, porém, 99% dos infectados não fazem ideia de como e quando contraíram o mal.

Os primeiros sintomas da Síndrome de Datena surgem com reações comportamentais negativas. Sim, aqueles que adoram contar uma tragédia pessoal, dizer que seus problemas são mais catastróficos que os meus, que suas responsabilidades são maiores, enfim, que tudo aquilo que tal indivíduo faz sofre maior desgraça divina podem já relacionar com a moléstia de Datena.

Não que a notícia ruim seja traumática, mas saber compreender a adversidade faz parte da superação dos problemas pessoais, financeiros, familiares, de saúde, etc. Problemas, afinal, todos têm, o que ocorre, no entanto, é que a mente humana gasta mais energia pensando nas coisas ruins, sendo desproporcional com as coisas boas. Exemplo:

Em uma festa, se vinte pessoas elogiarem sua roupa, e apenas uma, não importa quem seja, dizer que você está mal, o que acontece com você na festa? O mundo acaba pra você! E as outras 20 pessoas estão loucas, mentirosas, o que fica é aquela opinião de fulano dizendo que estou um lixo (tá vendo como já inflou a crítica e  você mesmo agravou, negativou mais, dentro de si?).

A mente humana é assim, descargas negativas atraem mais, por isso é importante treinar o lado positivo para equilibrar as informações que captamos todo o dia, para desbloquear, limpar a mente, deixar os pensamentos fluirem sem tanta tensão.

As pessoas mais negativas, de tão bloqueadas que são, têm o costume de sentir um prazer quase que masoquista de narrar num roteiro digno de novela cheio de dramas existenciais que justificariam a não materialização das próprias expectativas. É o prazer pelo mundo cão! Contar histórias de sofrimento, agonia, e distribuir a notícia para, de certa forma, valorizar a vida, mostrar que existe ao mundo.

Calma! Respire! Tome consciência do que você é antes de sair reclamando da vida. Considere-se, primeiro de tudo, uma pessoa de sorte. Você está vivo, você pensa, você sabe o que dói e o que alegra, você tem pessoas próximas, você tem a sua consciência de que quer fazer o bem. Se os objetivos não forem realizados, novamente, calma!, e reflita sobre a sua intenção, sobre aonde poderia melhorar, onde poderia mudar, e mude!

Passar a vida reclamando do trânsito? Ande de bicicleta! Acorde mais cedo! Passar a vida reclamando da profissão?  Mude! Ah, mas já estou velho para uma nova faculdade? Mais um motivo para não perder o pouco de vida que você acha que lhe resta fazendo algo que não gosta!

Passar a vida reclamando da cidade? Mude! Passar a vida reclamando do chefe? Mude! Do vizinho? Mude! Da mulher? Mude! Do emprego? Mude! Da pizzaria delivery? Mude! Do corpo? Mude! Emagrece, engorde, sei lá, mas mude!  Mude!! Mude, mude, mude tudo que te de insatisfação!

É por isso que admiro tanto quem se propõe à mudança. Mudança significa querer evoluir, melhorar, pois não conheço ninguém no mundo que objetivou uma mudança para regredir, para piorar a própria vida. O resultado da atitude é um detalhe posterior, que depende do primeiro passo: aceitar o que é e querer mudar aquilo que pode, e mais, que tudo, ter paciência.

A primeira mudança é dentro de você. O que você quer para você? Continuar expelindo energias e pensamentos negativos não ajuda em nada, só piora, aliás. Esperar cair do céu a solução, também não! Só reclamar, só se frustrar, só remoer sentimentos ruins todos os dias, isso pra mim é um suicídio em conta-gotas. Enxergar só as notícias ruins, viver rodeado de problemas dignos de Datena, isso sim é desnecessário.

Acreditar naquilo que faz bem, que é especial, e seguir essa intuição faz parte da mudança. Aceitar que nada e ninguém é como gostaríamos, mas que podemos admirar, vivenciar, explorar o lado positivo de cada momento é importante e faz bem, porque a vida acontece no presente. O passado já foi e o futuro sempre será futuro.

Marcio Vieira