Verdades mentirosas

Uma semana foi tempo suficiente para ler diversos textos, ver algumas reportagens, centenas de opiniões sobre os conflitos na USP entre estudantes e Polícia Militar.

Analisei, fiz minha auto-crítica sobre o posicionamento inicial de um fato que, com o tempo, novas informações são passadas e é preciso digeri-las, podendo mudar ou reforçar mais o ponto de vista.

Muita coisa percebi, via Facebook, principalmente: a sociedade está surtada a ponto de explodir. Eu faço parte dela, e a voz da internet é potente (convido para uma leitura do texto anterior) que merece maiores cuidados e, mais ainda, é necessário saber ler além da segunda página.

Ocorre que muita coisa está errada em tal conflito universitário e um posicionamento polarizado é perigoso, capaz de injustiças absurdas. Como exemplo, fiquei horrorizado com uma campanha de tanta gente para a PM bater, dar borrachadas nos estudantes rebeldes. Desse fato, encontro algumas justificativas: estão indignados pelo estopim do conflito ser três estudantes que consumiram drogas (recusando entender que não é só esse o problema) e, enxergo também uma inveja, mesmo que pequena, por eles estarem na USP, coisa que eu (e milhares de revoltados do Facebook) não tiveram competência para passar.

Outro fator é que sempre a minoria negativa infecciona todo o grupo. A batata podre não contamina todo o saco?  Toda brasileira é puta no exterior? Todo nigeriano é traficante? Estudante de universidade pública é vagabundo? Quem estuda sociologia é drogado? É a mesma coisa para tudo, pelo erro de poucos, muitos pagam o preço. Os alunos contrários ao policiamento da PM dentro da USP, ao que me consta, é uma minoria. Tais alunos que se rebelaram de forma mais incisiva é uma minoria dentro dessa primeira minoria, porém todos pagam pelo preço da sociedade não saber distinguir quem é o “playboy-drogado revolucionário” e quem é estudante sério.   Não generalizar é o primeiro passo para ser justo e proporcional.

No entanto, é culpa também dessa maioria de estudantes mornos que não se comprometem dentro da USP.  Quem vai discutir melhorias da própria universidade são poucos pois há um desinteresse gigantesco semelhante ao desinteresse brasileiro em tentar mudar a merda que está. Quem vai para rua protestar é minoria, taxada de revolucionário, mas que deve-se valorizar, pelo menos, a coragem de mostrar a cara indignada clamando por mudanças.

Generalizando de forma errada, brasileiro é apático, seja rico, seja pobre, seja culto ou seja ignorante.  Brasileiro, na maioria, é bunda mole e não tem espelho em casa. E tal flacidez dos glúteos prejudica tudo, afinal, os políticos são o reflexo do povo, porém a sociedade facebookiana foge da responsabilidade, são pessoas que só querem reclamar, se indignar com a indignação dos “loucos”.

Assim vemos tanta gente surtada, sem paciência, que explodem sentimentos aprisionados de forma desproporcional. São as pessoas do contra, aqueles que torcem pela tragédia, aqueles que assistem Datena e Jornal Nacional para depois dizer “tá vendo, não disse que avisei?”, enfim, os facebookianos sempre têm razão e não sabem olhar para os dois lados da mesma moeda.

Não existe verdade absoluta na vida. Não existe, não adianta nem tentar procurar pois opiniões divergentes sempre existirão, e cabe à inteligência humana ser proporcional, razoável na medição da opinião, sem querer colocar mais lenha na fogueira, coisa que o brasileiro bunda mole adora fazer.  Querem ver o caos para falar que tinham razão, mas na hora que tem a possibilidade de mudar, de apresentar ideias, ficam calados, não conseguem levar tal posicionamento além do Facebook ou da mesa do bar.

As pessoas surtadas são influenciadas facilmente. Exemplos são infinitos, seja a influência religiosa, esportiva, sexual, racial, naturalidades, nacionalidades, etc. Afinal, coitado do judeu negro homossexual que nasceu na China, é maloqueiro da Fiel, e que agora estuda na USP!

Influência é direcionar a opinião das pessoas, e isso tem que ser feito por pessoas responsáveis, não por uma imprensa que, muitas vezes, é asquerosamente comercial, catastrófica e sensacionalista. Dentro do tema “USP, PM e Estudantes”, há muita influência negativa, e é preciso frieza antes de soltar os cachorros.

É preciso analisar também o contexto atual do que é a USP em 2011, não mais na Ditadura Militar. O que faziam os professores da USP há 35 anos? Alguns crianças, outros jovens, outros mais adultos receberam uma educação influenciada pela repressão da opinião. Aonde quero chegar:  a base da personalidade e opinião daqueles que viraram professores, a profissão de maior influência (após o jornalismo distorcido), e que devem repassar o ensino não apenas de forma imparcial, incentivando o aluno ter sua própria opinião.

Opiniões devem acompanhar o cotidiano, e mudar de opinião não quer dizer que você não tem opinião. Muito pelo contrário! Eu, por exemplo, mudei de opinião umas quatro vezes em relação à invasão da reitoria na USP. Estar suscetível é peneirar melhor, mastigar melhor, enxergar melhor, e o problema de muita gente (inclusive a minha) é que tomam partido rapidamente sem analisar com calma.

Estudantes de cursos de humanas em universidades públicas recebem uma influência maior que precisa ser digerida melhor pois senão vão causar conflitos por coisas ridículas. A defesa dos 3 consumidores de maconha foi um ato de burrice pois, a partir de agora, o movimento estudantil perdeu credibilidade dentro da sociedade.

Falar que foram maltratados na delegacia e que são presos políticos, que ficaram três horas sem água numa sala abafada, é de doer. Vocês acham que delegacia é pousada na praia? Estamos no Brasil, acordem! Acha que reintegração de posse é algo pacífico que vão te tratar com carinho? Sua invasão por acaso foi pacífica? Olhem para seus atos primeiro!

Caros estudantes, se seus mentores foram presos políticos, eles viveram outro contexto histórico que não serve de influência para seus atos de hoje. Caros indignados do Facebook, vocês estão nervosinhos demais e incitação à violência é algo gravíssimo.

A contradição do estudante com moletom da GAP ridiculariza qualquer protesto político-social, mas protestar é a forma de mostrar a insatisfação. No entanto, prejulgar a sociedade ao dizer que “esquerdistas” só causam tumulto e que a “elite” é ignorante também está errado. Estamos julgando a minoria que infecciona a coletividade.

Eu cometo esse erro milhares de vezes ao generalizar um acontecimento. A maioria dos estudantes da USP é séria, assim como a maioria da PM é séria. É preciso ser forte à influência das notícias de tragédia, pois o ruim é vendável, o ruim dá lucro, o ruim chama atenção mas é nisso que toda a sociedade concentra a opinião em discussões superficiais.

Mas, para não apenas ser um texto de crítica social, precisamos apresentar soluções, senão giraremos sempre dentro do tema “indignação”.  Indignação por quê? Que alternativas serão dadas? O que é necessário mudar, e o que serve de exemplo?

Algo precisa ser mudado na universidade mais cara do país. Sim, o custo da USP é o mais alto. Ela limita, potencializa os que tiveram melhor base, maiores investimentos em colégios particulares e que agora gozam de um ensino público. Essa é a maior injustiça que vejo.

Apresento a seguinte ideia para debate: estudantes de universidades públicas devem pagar uma mensalidade e que tal dinheiro seria destinado ao ProUni e outros créditos estudantis para alunos de baixa renda e melhorias (melhores salários, inclusive) dentro da própria universidade. Tal crédito poderia ser usado também para o Ensino Médio (na minha época, o Colegial).  A mensalidade seria um valor baixo nos dias atuais, entre 100 e 200 reais.

Outra possibilidade de cobrança de mensalidade conforme o poder aquisitivo da família. Basta puxar o CPF dos pais do aluno, a declaração deles no Imposto de Renda, quais bens eles têm, qual é o salário, etc., para que estipule um valor de mensalidade condizente à renda familiar. Assim o estudante com moletom da GAP teria mais argumentos para protestar, seria melhor ouvido, e deixaríamos o estereótipo de lado para escutar o que ele defende.

A sociedade, como um todo, precisa se comprometer, assumir sua responsabilidade e, principalmente, potencializar a educação, a saúde e a economia daqueles que não tem nada.

Protestar pelo Facebook, apenas, não leva à lugar algum, só deixará as pessoas mais surtadas ainda. É preciso apresentar ideias, soluções, como o abaixo-assinado “Não Foi Acidente” que, de alguma forma, já chegou no Congresso para aumentar as penas para alcoolizados ao volante.

Não só reclamar , é preciso agir para a sociedade evoluir.

Marcio Vieira

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12 Responses to Verdades mentirosas

  1. Vinicius disse:

    Certo, os protestos da USP tomaram essa condição de protestos pró-maconha pela forma de como a mídia os veiculou à massa, então, o fato do estopim ter sido essa ação autoritária e errada da PM não faz com que, automaticamente, os protestos fiquem culpados pelo status ‘pró-maconha’.

    Outra, a imprensa como um todo veiculou essa imagem do garoto com a camisa da GAP, tentando fazer dele a representação da manifestação. Isso é mentira, ele não é a representação da manifestação, mas é interessante espalhar esse tipo de imagem para desmoralizar o protesto.

    Os protestos foram feitos, de início, com 490 e tantos alunos, já os protestos pró-polícia teve uns 300 e pouco. O resto da USP não fez nada… Você os contabiliza de qual lado?

    Mesmo se os manifestantes forem minoria, aonde o fato de ser minoria retira a legitimidade dos protestos? O que dizer do Feminismo, então?

    E as generalizações não tem como intenção, na maioria das vezes, de classificar cada um do grupo generalizado (seja ele qual for), mas sim de mostrar a representação do grupo, sua manifestação coletiva. Pois, o grupo é uma manifestação social que difere dos indivíduos e não deve ser analisados como agregação de indivíduos.

    • Marcio Vieira disse:

      Vinicius, obrigado por comentar.
      É mais ou menos isso que tentei expressar no texto: aqueles que pedem para a polícia bater nos estudantes é a mesma que quer opinar sem ver o motivo real da manifestação.

      O estereótipo do GAP foi feito para direcionar a opinião. Tal aluno pode ser o mais exagerado, porém, qual seria a condição familiar daqueles que entraram na USP. Será que eles poderiam contribuir mensalmente para os alunos que tiveram um ensino fundamental péssimo?

      Será que não “elitizam” a universidade pública quando “socializam” a educação básica?

      É justo isso? Será que, apresentando reais motivos de manifestação, utilizando o mesmo canal (a internet, já que a TV normalmente distorce) capaz de espalhar rapidamente para apresentar os casos de truculência policial não seria o caminho para um protesto com maior embasamento?

      A truculência policial reprimiu opinião? Direito de expressar? Direito de divulgar pensamentos? reprimiu o quê, realmente?

      O consumidor de droga (seja dentro da USP, seja fora dela) é vítima do risco que assumiu, e polícia não tem que oferecer toddinho para o contraventor.

      Quarta-feira passada eu estava numa Lotérica no Campo Belo quando dois policiais com armas em punho puxaram (não de forma bruta) um rapaz que estava na fila para “averiguação”.

      Não vi o resto da história porque dá medo quando esse tipo de coisa acontece. Porém, é preconceito que a polícia fez? Não. Está no direito ela revistar qualquer um? Está.

      É uma linha muito tênue que a polícia trabalha pois, qualquer vítima de averiguação vai falar que sofreu preconceito.

      Não defendo a PM, no entanto, ela é necessária para reprimir, para intimidar quem está errado. E, como no texto digo, a maioria paga o preço de uma minoria.

      Sobre os alunos que não fizeram nada, eu os contabilizo nos desinteressados, sem compromisso, que no texto chamo de bunda mole. Os apáticos são culpados que utilizam meios eletrônicos para mostrar que grita, mas na hora de ficar no sol com uma faixa, na hora de gritar, não vão.

      Não dá para contabilizar, mas esses 1.000 alunos que foram protestar (seja lá qual lado) não são 1% da USP. E o resto?

      Não estou tirando a legitimidade dos protestos. Muito pelo contrário! A minoria deve protestar sempre, pois são eles que pagam o preço, negros, nordestinos, mulheres, homossexuais, etc.

      Estou tirando a legitimidade (para usar a mesma palavra) daqueles que julgam os protestos com base em informações superficiais mas também os protestos devem acompanhar propostas concretas.

      • Marcio Vieira disse:

        O erro, na minha opinião, foi protestar logo após a prisão dos três que fumaram. Por maior autoritarismo policial no caso, tais alunos não deram motivo para isso?

        Se eles não portassem drogas, isso viraria notícia? Eles são contraventores, oras.

        Se o protesto fosse feito em outro momento, com certeza a população aceitaria de melhor, mas o protesto tem que ter sentido para existir.

        Denúncias deveriam ser apresentadas contra o autoritarismo policial. No entanto, a função dela é esse mesmo, mas sem exageros.

        Apesar de bandido não ter cara, eles só param negros por quê? Porém, isso não impede o negro correto achar que foi vítima de preconceito por causa da polícia estar fazendo o trabalho dela.

        O preconceito é não averiguar o branco dentro de um Golf, o playboyzinho do Itaim Bibi que em muitos casos está cheio de alcool e droga no sangue, mas a polícia faz corpo mole.

        O autoritarismo está facilitar uns, não em prejudicar outros.

        Passar 5 minutos em uma revista policial não é autoritarismo, mas a sociedade como um todo generaliza (essa é a palavra central do texto) opiniões com base num histórico noticiado por uma mídia comercial, que procura influenciar o cidadão ao invés de se concentrar no que deve: prestar informação.

      • Vinicius disse:

        Não importa a condição financeiro para legitimar ou não um protesto, mas sim o protesto em si. Mesmo assim, a FFLCH é a faculdade onde predominam os alunos de baixa renda, na USP…

      • Vinicius disse:

        Fumar maconha não é crime. Não havia motivos para a “averiguação” da polícia, por isso ela foi autoritária.

        E, a polícia não deveria revistar ninguém pelo pretexto de “proteger” contra um futuro uso de drogas e etc, ela deveria ter argumentos sólidos para qualquer ação. “Acha que…” não significa nada. É como, quando ficaram na porta da biblioteca, esperando os alunos saírem para revistar bolsa por bolsa. Esse é o aparelho repressivo.

  2. Vinicius disse:

    “achar que…”*

  3. Marcio Vieira disse:

    É contravenção consumir drogas ilícitas ou porta-las em pequena quantidade.
    E, quando identificada a contravenção (que é um crime de menor poder ofensivo) é necessário encaminha-lo a delegacia para registrar a ocorrência, assinar o termo, e ir pra casa esperar daqui uns meses ter uma conversa com o juiz que vai pedir umas cestas básicas ou um dia de trabalho social.

    Revistas policiais são legais para qualquer cidadão, e infratores não tem rosto, mas a sociedade julga ter e, infelizmente, alunos de cursos sociais, negros, pobres, travestis, motoboys, punks (pessoas que pregam a liberdade de opinião), nordestinos, etc., esses terão uma incidência maior de “averiguação” porque, muito, a imprensa engessa paradigmas sociais e o povo aceita ser influenciado.

    Concordo totalmente que condição financeira alta não impossibilita protesto. Os protestos devem ser argumentados, independentemente de renda. Isso não impede um rico protestar em defesa dos favelados, aliás, cada dia mais aumenta o número de pessoas de alta renda comprometidas com causas socioambientais.

    No entanto o protesto foi apresentado fora de sintonia, logo após alunos contraventores serem autuados. Foi um tiro no pé para a legitimidade da discussão de ser contra ou favorável a presença da PM na USP pois a imprensa vai vender a ideia como se fosse em defesa de tais alunos, ao invés do protesto contra a PM.

    Seria interessante, não achei na internet, algum dado da Guarda Universitária com relação à autuações de consumidores de drogas na USP.

    É a defesa mais coerente pela guarda universitária, pois mostrará que ela é eficaz e que não precisa da PM no campus.

    Quantos casos de autuação de contraventores tal Guarda fez?

    Um erro não justifica outro. Contraventores (fumar maconha) pagam conforme o ilícito penal. Esbulho possessório (invasão da reitoria) está sujeita a reintegração. E os alunos vão responder pela destruição de bens públicos, seja a porta arrombada, as câmeras destruídas, pixação, etc., podendo ainda ter que ressarcir o Estado.

    E quem faz reintegração de posse é a Polícia Militar, em alguns casos mais calorosos (principalmente do Movimento dos Sem Teto), a presença do Anti-Choque ocorre. O que não é autoritarismo.

    • Vinicius disse:

      De acordo com o artigo 28 da Lei 11.343 de 2006, a nova legislação sobre drogas, no Brasil ninguém pode ser preso por adquirir, guardar, ter em depósito, transportar ou levar consigo drogas para consumo pessoal.

    • Vinicius disse:

      E, aliás, nem contravenção.

      O autoritarista da polícia é integrante de qualquer aparelho repressivo, não é reflexo de um ato.

      E os alunos terem sido pegos, foi o estopim de algo que já estava em pauta há tempo, que é o autoritarismo próprio da administração da USP (que, por sua vez, legitima o caráter autoritário da polícia no campus).

      E o fato de revistas policiais serem legais não fazem delas, lógicas, ou justas. Acho que não se deve argumentar desta forma, já que as leis também são produto histórico social.

  4. Marcio Vieira disse:

    Exatamente o que disse, não é mais crime portar drogas, mas é ilegal, suscetível à prestação de serviços à comunidade.
    Não confunda contravenção com crime, e também não entenda que condenação é ir para cadeia.
    O condenado por portar drogas deve prestar serviços ou receber medidas socioeducativas.

    Em nenhum momento escrevi que quem for pego com drogas vai preso, mas ele precisa ir para a delegacia assinar um termo circunstanciado por uma autoridade policial que abrirá um inquérito, comprometendo-se à atender a justiça quando solicitado.

    Questionar a legislação é o caminho para um desenvolvimento social, no entanto, as leis no Brasil são referências para diversos países, o problema é a aplicação delas e a morosidade do processo. O texto é bom, o problema é cumprir o que está escrito.

    Ora, acho que houve uma contradição sua: o fato das revistas legais fazem delas serem justas sim. Ora, é o cumprimento de uma função dentro da legalidade.

    Injustiça seria cometer atos fora da legalidade, o qual os alunos da USP e qualquer outro cidadão devem apresentar quando ocorrer. Há Ministério Público, Corregedorias, etc., que analisam a força excessiva no cumprimento da lei.

    Minha opinião é que uma medida errada (autoritarismo da reitoria) não é justificativa para outra (defesa de infratores os quais tiveram suas revistas dentro da lei).

    O estopim para o protesto não pode ser algo ilegal. Os alunos que protestavam contra o reitor erraram feio no momento de protestar.

    Eu concordo em protestar contra a reitoria, concordo em por em pauta a presença da PM no campus, mas que os três alunos nunca poderiam ser o estopim de um movimento pois eles estavam errados. Concorda ou não?

    Questionem a legalidade da maconha em outra esfera, em Brasília, não dentro do campus universitário.

    Até lá, todo brasileiro deve se comportar dentro da lei, os que excederem, assumam os riscos e condenações porventura impostas.

    Se as leis estão desatualizadas, isso não dá motivos para desrespeita-las, considerar-se superior a arbitrariedade. Voltaríamos à barbárie.

    Abç

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