Omelete de Gruyère

Vacas poderosas

Se na Índia as vaquinhas são sagradas, na Suíça, então, são muito mais que isso: boa parte da fama e faturamento do país se deve ao leite dessas adoráveis ruminantes.

As vacas são tão importantes, mas tão importantes, que o governo suíço diminuiu a velocidade dos trens-bala para não estressá-las. Houve, há tempos, um estudo mostrando que barulhos em excesso atrapalham na qualidade do leite e, para os helvéticos não perderem a reputação conquistada, frearam as locomotivas.

O paraíso fiscal é, também, a terra de chocolates de diversas qualidades e sabores, como Lindt, Frey e Toblerone, além da Nestlé. Do lado “salgado” da vida suíça, o prazer é o mesmo: queijos e mais queijos de ótima qualidade, como Emmental e Gruyère.

E a vantagem disso é aproveitar ótimos produtos à preços excelentes, bem baratos mesmo. No café da manhã, como um sanduíche de banana amassada com nutella e vou para aula.

Omelete chique

Hoje fiz uma excentricidade, me senti rico: como aqui a mussarela é praticamente o mesmo preço dos queijos finos, então eu parto para cima dos chiques. Acontece que estava com vontade de comer omelete e, na falta de queijos de pobre (olha o ego!), o Gruyère foi para frigideira.

Ficou bom, mas não igual à pizza do domingo, que “turbinei” a simples margherita da promoção com Gouda e o falecido Gruyère. Saudades da quatro queijos paulistana, mas nem tanta.

E assim começo a conhecer os produtos “Made in Switzerland”. Os produtos suíços são de extrema qualidade, porém, sempre há o lado B, as coisas do povão, que é minha atual condição. Mas aqui o povão vive muito bem, tudo graças ao Migros e o Denner.

Há o Coop, também, mas achei os preços caros.  Migros e Denner são mercados pequenos, enxutos, com tudo que alguém precisa para viver bem. O problema é que o dono do Migros ou não bebe cerveja, ou não gosta, sei lá. Só sei que não vende bebidas alcoólicas.

Foi assim que conheci o Denner. Denner é gente boa, gosta de uma cana, é menor, mais esculachado, bagunçado, e com algumas coisas realmente baratas, além de uma variedade incrível de cerveja. Ontem fui lá e comprei uma tal de Rastella, uma versão bem tosca (e mais barata) da Nutella.

Mas o produto que mais intrigou é o Sabão em Pó Calgon (na propaganda fala-se “Cagón”). Fiquei imaginando o agradável aroma de cagón na sua camiseta. O perfume do campo de cagón me fez lembrar na hora das vaquinhas suíças… Ainda bem que não há sabão cagón no Brasil, acho que, com esse nome, não seria bem recebido nos trópicos.

O perfume irresistível de Calgon

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One Response to Omelete de Gruyère

  1. Rodrigo disse:

    Marcião… Nutella é nojento!

    kkkkkkkkkk

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